Difference between revisions of "Autopsia do invisível"
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== Índice == | == Índice == | ||
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* PREFÁCIO 9 | * PREFÁCIO 9 | ||
* | * AUTÓPSIA DO INVISÍVEL 11 | ||
* A CENA 15 | * A CENA 15 | ||
* QUAL É O NOSSO LIMITE? 17 | * QUAL É O NOSSO LIMITE? 17 | ||
* | * A COR DO INVISÍVEL (I) 19 | ||
* SENTIDOS 23 | * SENTIDOS 23 | ||
* PALAVRAS MORTAS 25 | * PALAVRAS MORTAS 25 | ||
* ESPAÇOS VAZIOS 27 | * ESPAÇOS VAZIOS 27 | ||
* DESENHO TRISTES PALAVRAS 29 | * DESENHO TRISTES PALAVRAS 29 | ||
* SÓ O TEMPO, COM O TEMPO 31 | * SÓ O TEMPO, COM O TEMPO 31 | ||
* OLHAR SEM LIMITE 33 | * OLHAR SEM LIMITE 33 | ||
* NO SILÊNCIO DA DÚVIDA 35 | * NO SILÊNCIO DA DÚVIDA 35 | ||
* CHORO 37 | * CHORO 37 | ||
* MEDO DE TER MEDO 39 | * MEDO DE TER MEDO 39 | ||
* PENSAMENTOS 41 | * PENSAMENTOS 41 | ||
* AS CERTEZAS 43 | * AS CERTEZAS 43 | ||
* FRÁGIL 47 | * FRÁGIL 47 | ||
* QUÃO PODEROSA É A EMOÇÃO? 49 | * QUÃO PODEROSA É A EMOÇÃO? 49 | ||
* BALÉ DA VIDA 51 | * BALÉ DA VIDA 51 | ||
* LAGO SEM MARGENS 53 | * LAGO SEM MARGENS 53 | ||
* O REFLEXO COMPLEXO EM SI: A LUCIDEZ 55 | * O REFLEXO COMPLEXO EM SI: A LUCIDEZ 55 | ||
* PONTO FINAL 57 | * PONTO FINAL 57 | ||
* | * A COR DO INVISÍVEL (II) 61 | ||
* A COR DO MEDO 67 | * A COR DO MEDO 67 | ||
* O FATO NA FOTO 69 | * | ||
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* O FATO NA FOTO 69 | |||
* CONVITE 71 | * CONVITE 71 | ||
* AROMAS 73 | * AROMAS 73 | ||
* O PREVISTO E O IMPREVISTO 77 | * O PREVISTO E O IMPREVISTO 77 | ||
* NÚMEROS: CONEXÃO E DESAFIOS 79 | * NÚMEROS: CONEXÃO E DESAFIOS 79 | ||
* POR UM AMANHÃ 83 | * POR UM AMANHÃ 83 | ||
* ELOGIAR 85 | * ELOGIAR 85 | ||
* PACIÊNCIA: LUXO OU NECESSIDADE 89 | * PACIÊNCIA: LUXO OU NECESSIDADE 89 | ||
* FLORES 93 | * FLORES 93 | ||
* DESCULPA SINCERA 95 | * DESCULPA SINCERA 95 | ||
* HORIZONTE 97 | * HORIZONTE 97 | ||
* O PODER DOS CINQUENTA 99 | * O PODER DOS CINQUENTA 99 | ||
* DECISÃO 103 | * DECISÃO 103 | ||
* TRAVESSIA 107 | * TRAVESSIA 107 | ||
* QUEIXAS 109 | * QUEIXAS 109 | ||
* O FORASTEIRO 111 | * O FORASTEIRO 111 | ||
* PRIVACIDADE: ON OU OFF 113 | * PRIVACIDADE: ON OU OFF 113 | ||
* O BURACO 117 | * O BURACO 117 | ||
* MAR 121 | * MAR 121 | ||
* ARTE NAS RUAS 123 | * ARTE NAS RUAS 123 | ||
* “ESCONDERIJOS” 125 | * “ESCONDERIJOS” 125 | ||
* TENHO UM CÃO, E AGORA? 127 | * TENHO UM CÃO, E AGORA? 127 | ||
* A REALIDADE COMO VÍCIO 129 | * A REALIDADE COMO VÍCIO 129 | ||
* A ARTE DE FAZER EXISTIR O FIM 131 | * A ARTE DE FAZER EXISTIR O FIM 131 | ||
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== Conteúdos relacionados == | == Conteúdos relacionados == | ||
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* | * 2015 - livro foi lançado no Dia Municipal do Escritor Passofundense na Academia Passo-Fundense de Letras ocorrida em 7 de abril de 2015. | ||
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Autopsia do invisível | |
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![]() Autopsia do invisível[1] | |
Descrição da obra | |
Autora | Tânia Du Bois |
Título | Autopsia do invisível |
Subtítulo | crônicas |
Assunto | Crônica |
Formato | E-book (formato PDF) |
Editora | Projeto Passo Fundo |
Publicação | 2015 |
Páginas | 140 |
ISBN | 978-85-8326-115-5 |
Formato | Papel 15 x 21 cm |
Editora | Projeto Passo Fundo |
Publicação | 2015 |
Autopsia do invisível: crônicas Autópsia do Invisível, o novo livro de crônicas de Tânia Du Bois, também poderia se chamar Muitas Vozes, dado o número de referências que se entrecruzam ao longo das narrativas, em geral, voltadas à
experiência estética com a leitura e as artes plásticas, de entremeio às suas vivências e observações.
Referências que também revelam a fina leitora que Tânia é ao pinçar de cada autor um pouco de si, conclamando-os a lhe ajudarem a devassar o invisível. Daí o título, Autópsia do Invisível, em clara remissão à crônica Palavras Mortas onde, ao
citar Paulo Monteiro, retoma a tese de que as palavras depois de decalcadas em livro tornam-se palavras mortas. Mortas, até a sua ressignificação pelo leitor, socorre-lhe Gilberto Cunha, citando, por sua vez Roland Barthes.
É essa sutil narradora, digna do poeta com quem divide há anos a vida e a experiência da palavra, Pedro Du Bois, que nos toma pela mão – nós, seus leitores – para essa aventura da autópsia dos significados incrustados nas palavras, eu diria, adormecidas, até serem despertadas pela leitura e ressignificação. (Júlio Perez)
Apresentação
PREFÁCIO, por Paulo Monteiro
O escritor taxidermiza todas as coisas.
Da mesma forma como o taxidermista “mata” os seres, restando apenas o invólucro construído pela pele e sua cobertura. O escritor elimina o espírito das coisas deixando apenas revestimento inteligível: as palavras. Para esse extermínio emprega a letra. Daí Paulo de Tarso, que consegue unir pensamento oriental ao pensamento ocidental, criando o Cristianismo, afirmar que “a letra mata, mas o espírito vivifica”.
Esse assassino esconde suas vítimas num sarcófago que recebe diversos nomes que vão de manuscritos ao de qualquer espaço na Internet. E num desses esconderijos é que o leitor vai encontrar e ressuscitar as coisas e, com o spiritus da leitura, devolver-lhes a vida.
Wilson Martins costumava dividir os leitores em dois grupos: os comuns e os privilegiados. Tânia Du Bois enquadra-se no segundo conjunto. Lê com espírito crítico. Noutras palavras: registra suas leituras sob determinados critérios.
Em AUTÓPSIA DO INVISÍVEL: Crônicas, enfeixa textos sobre essas leituras, o que significa a taxidermia de textos literários, especialmente poemas. Não é à toa que recolhe excertos. Digamos: preserva a pele e os pelos dos poemas. Mas essa parte aproveitada, por um processo dialético, no exato sentido lógico-filosófico, é o espírito da obra lida, curtido com a concepção estética da leitora.
Tânia Du Bois opta pela crônica para preservar os textos ressuscitados. E aí faz obra literária. Por quê? Porque “reescreve” a obra alheia, dá-lhes um novo spiritus, transforma-lhes numa negação de uma negação. A tese (texto lido) é transformada numa antítese (leitura), culminando numa síntese (reescrita).
Esse processo, que somente seria possível mediante o ensaio, a educadora Tânia Du Bois consegue através da crônica (obra de arte literária), que no fundo, é uma crônica-ensaio ou um ensaio-crônica, dependendo de como o leitor absorve o conteúdo da leitura ou como ocorre a recepção dessa síntese pelo leitor. Esse pode ser o próprio autor da obra taxidermizada pela escritora.
O leitor comum ressuscitará os textos reunidos em AUTÓPSIA DO INVISÍVEL como simples crônicas ou, no máximo, crônicas-ensaios. O leitor especializado dar-lhe-á vida sob a concepção de crônicas-ensaios. Todos, porém, participarão desse riquíssimo e pluridimensional processo de ressurreição da letra através da leitura.
Índice
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Conteúdos relacionados
- 2015 - livro foi lançado no Dia Municipal do Escritor Passofundense na Academia Passo-Fundense de Letras ocorrida em 7 de abril de 2015.
Referências
- ↑ DU BOIS, Tânia. (2015) Autopsia do invisível: crônicas -Passo Fundo: Projeto Passo Fundo. 140 páginas. E-book